• 31.12.2019
  • Dicas

Logística JIT segue como estratégia fundamental no varejo

Logística JIT segue como estratégia fundamental no varejo

Fonte: Tribuna

A logística Just in time, mais conhecida como JIT, nasceu nos anos 70, como um sistema de técnicas administrativas desenvolvido pela TOYOTA Company. O objetivo era oferecer melhorias nos processos produtivos e alta performance.

Com o passar dos anos, o JIT passou a ser uma importante ferramenta para o transporte. Com uma boa gestão, ele é capaz de otimizar os processos e procedimentos por meio da redução contínua de desperdícios:

  • desperdício de transporte;
  • desperdício de superprodução;
  • desperdício de material esperando no processo;
  • desperdício de processamento;
  • desperdício de movimento nas operações;
  • desperdício de produzir produtos defeituosos;
  • desperdício de estoques.

Engana-se quem pensa que o processo Just in time se resume apenas em entregar no tempo certo. Na verdade, ele abrange toda a cadeia produtiva. Para operar de forma JIT é necessário que a empresa como um todo entenda a filosofia do sistema, pois, precisa do engajamento de toda cadeia.

E-commerces em todo o mundo passaram a aderir esse processo, que é capaz de reduzir o custo e otimizar a produção. Só o JIT pode aumentar a produtividade e a performance do negócio e, ainda, delimitar estratégias mais acertadas.

Na prática, é vender para depois produzir. A fábrica trabalha sob demanda. Desta forma os estoques diminuem, há menos custo financeiro, desperdício de área física e de produção. De acordo com um estudo da Cognizant do Brasil sobre o mercado automotivo, uma série de mudanças devem acontecer nos próximos anos. Algumas delas são: a necessidade de se concentrar na experiência e inovação no trajeto percorrido, design orientado para o propósito e na transição para um modelo de negócio baseado em serviços. Em outros segmentos, a servitização será a linha de frente. A gigante Amazon, por exemplo, entrou para o seleto grupo do um trilhão, porque entendeu que a cadeia de serviço se tornou mais importante que a própria cadeia de suprimentos. A logística é o centro da experiência da Amazon.

Iniciei a carreira numa operação Just in Time, com a vinda das montadoras para o Paraná em meados de 2000. A Sulista entendeu que tinha know how para ser um fornecedor de transporte e logística para esta indústria altamente exigente e com boas práticas de gestão. Assim, nasceu a parceria com a VW Audi, recém-chegada no Paraná. Passamos a fazer o transporte JIT de todos os fornecedores instalados na região de Curitiba e, também, no parque industrial. Foi um momento que marcou minha caminhada profissional, pois estava inserido diretamente no processo logístico da montadora, envolvido no planejamento da produção do primeiro carro, onde a Sulista fez o transporte das peças.

Busquei especialização e conhecimento, com cursos na área de produção, logística e transporte. Dentre eles, cito os mais importantes: Lean Manufacturing, Kaizen, Gestão de estoques, Gestão de transporte, Gerenciamento de risco.

Então, fomos crescendo e nos posicionando como uma das principais empresas de transporte rodoviário do setor automotivo nacional, conquistando vários clientes de renome, sempre desenvolvendo alternativas logísticas. Sabemos que o maior desafio é alinhar a cadeia com a filosofia JIT, pois todos os envolvidos devem trabalhar numa sincronia perfeita. E, caso algo saia do planejado, o sistema de informação deve ser ágil e claro para que se possa fazer a contenção rapidamente, evitando rupturas no processo. Esse é o que eu chamo de “pulo do gato” do sistema JIT: o entendimento para uma tomada de decisão ágil, correta e assertiva.

Em tempos de alta concorrência e consumidores exigentes, ter clientes que confiam seus estoques, que estão sobre rodas, para o nosso monitoramento, é uma satisfação. Acompanhamos o passo-a-passo no decorrer da viagem e, assim, trabalhamos seu planejamento/produtividade com segurança e assertividade. Estamos em constante melhoria e muito focados em tecnologia, na simplificação e agilidade nas informações, o que hoje é um grande diferencial.

Por Ronaldo Lemes, diretor de operações na Sulista.